O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - IDEC - disponibilizou em seu site uma planilha para ajudar no orçamento. Ajuda muito na hora de gerenciar as contas - o que entra, o que sai, dividindo em gastos fixos e variáveis. O download é gratuito! Acesse no link: http://www.idec.org.br/especial/planilha-orcamento-domestico.
É bem didática! Tem uma explicação de como utilizar, com um passo a passo, e várias abas para deixar seus dados bem organizados. (clique na imagem para ampliar)
Sempre lembrando que não adianta baixar a planilha, jogar as informações e nunca mais abrir o arquivo. Tem que estar sempre atualizando, revendo, estudando! O planejamento financeiro é algo constante, é um exercício diário para a sua prosperidade. É o caminho para realizar sonhos!
Estou devendo aqui um post sobre aplicativos de controle de gastos... Já estão salvos no meu celular, juro! Irei testá-los com atenção para indicar bem os pontos positivos e negativos de cada um.
Até mais!
Carteira nossa
Finanças pessoais e um toque de empreendedorismo - conteúdo voltado para a sua prosperidade!
sexta-feira, 24 de abril de 2015
quarta-feira, 22 de abril de 2015
O poder do exemplo (2)
Estamos em tempos de crise, afirma o Governo Federal. Esse eco é repetido pelos governos estaduais e municipais Brasil afora. Trata-se da desculpa perfeita para se esquivar de compromissos, deixar de realizar investimentos, negar auxílio a cidadãos. Mas a culpa, dizem, é da crise hídrica, da crise energética, do dólar alto.
Sei que criei este blog para falar sobre finanças pessoais. As finanças públicas aqui não são o foco e sequer tenho experiência na área - embora, confesso, esteja sentindo uma atração por concursos públicos na área, para ver se posso contribuir com a sociedade de alguma forma. Ainda é uma ideia em "gestação"... O fato é que, como cidadã e também como jornalista, não consigo deixar de me sentir INDIGNADA, até mesmo AFRONTADA, por notícias como esta:
"Verba para partidos passou de R$ 289,5 milhões para R$ 867,5 milhões
O Diário Oficial da União desta quarta-feira, 22, publica a Lei 13.115, que traz o Orçamento Geral da União para o exercício financeiro de 2015, estimando em R$ 2,982 trilhões o montante de receitas, e despesas em igual valor. Sancionada pela presidente Dilma Rousseff na segunda-feira, a lei vetou dois pontos do texto aprovado pelo Congresso, mas preservou a verba destinada ao Fundo Partidário, que foi triplicada - de R$ 289,5 milhões para R$ 867,5 milhões - pelos parlamentares durante a tramitação.
Fonte: Agência Estado"
Nós, brasileiros, estamos sentindo a dor no bolso quando pagamos a conta de luz (que, por sinal, vai aumentar mais 11,19% a partir de 29 de abril), a conta de água, o Imposto de Renda. Temos que segurar o cartão de crédito, frear o consumo, gastar menos combustível, segurar as pontas para que as despesas caibam no nosso orçamento. Talvez então não precisemos tomar empréstimos e pagar juros absurdos aos bancos. Pais e mães de família fazem o melhor possível - às vezes, quase o impossível - para continuar provendo educação de qualidade e conforto aos filhos...
Enquanto isso, a chefe de Estado sanciona uma lei, aprovada pelo Congresso (atenção: eles também estão envolvidos, e muito!), triplicando uma verba destinada a partidos políticos, que poderiam muito bem se prover de outras fontes que não o dinheiro público. Eu chamo isso, no mínimo, de IRRESPONSABILIDADE. É fazer o contribuinte, que trabalha o equivalente a 5 meses do ano só pra pagar os impostos, de palhaço. Nós pleiteamos segurança, saúde, mobilidade urbana... E aparentemente os políticos apenas fingem que escutam e continuam fazendo o que querem, como querem, sem se importar com o que é correto.
Infelizmente, ninguém #VemPraRua por esses motivos.
Sei que criei este blog para falar sobre finanças pessoais. As finanças públicas aqui não são o foco e sequer tenho experiência na área - embora, confesso, esteja sentindo uma atração por concursos públicos na área, para ver se posso contribuir com a sociedade de alguma forma. Ainda é uma ideia em "gestação"... O fato é que, como cidadã e também como jornalista, não consigo deixar de me sentir INDIGNADA, até mesmo AFRONTADA, por notícias como esta:
"Verba para partidos passou de R$ 289,5 milhões para R$ 867,5 milhões
O Diário Oficial da União desta quarta-feira, 22, publica a Lei 13.115, que traz o Orçamento Geral da União para o exercício financeiro de 2015, estimando em R$ 2,982 trilhões o montante de receitas, e despesas em igual valor. Sancionada pela presidente Dilma Rousseff na segunda-feira, a lei vetou dois pontos do texto aprovado pelo Congresso, mas preservou a verba destinada ao Fundo Partidário, que foi triplicada - de R$ 289,5 milhões para R$ 867,5 milhões - pelos parlamentares durante a tramitação.
Fonte: Agência Estado"
Nós, brasileiros, estamos sentindo a dor no bolso quando pagamos a conta de luz (que, por sinal, vai aumentar mais 11,19% a partir de 29 de abril), a conta de água, o Imposto de Renda. Temos que segurar o cartão de crédito, frear o consumo, gastar menos combustível, segurar as pontas para que as despesas caibam no nosso orçamento. Talvez então não precisemos tomar empréstimos e pagar juros absurdos aos bancos. Pais e mães de família fazem o melhor possível - às vezes, quase o impossível - para continuar provendo educação de qualidade e conforto aos filhos...
Enquanto isso, a chefe de Estado sanciona uma lei, aprovada pelo Congresso (atenção: eles também estão envolvidos, e muito!), triplicando uma verba destinada a partidos políticos, que poderiam muito bem se prover de outras fontes que não o dinheiro público. Eu chamo isso, no mínimo, de IRRESPONSABILIDADE. É fazer o contribuinte, que trabalha o equivalente a 5 meses do ano só pra pagar os impostos, de palhaço. Nós pleiteamos segurança, saúde, mobilidade urbana... E aparentemente os políticos apenas fingem que escutam e continuam fazendo o que querem, como querem, sem se importar com o que é correto.
Infelizmente, ninguém #VemPraRua por esses motivos.
domingo, 29 de março de 2015
O poder do exemplo
O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,85-do-esforco-fiscal-anunciado-ate-agora-sai-do-bolso-dos-brasileiros,O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,85-do-esforco-fiscal-anunciado-ate-agora-sai-do-bolso-dos-brasileiros,165982Estava navegando no Facebook quando me deparo com uma notícia do Estadão: 85% do esforço fiscal anunciado até agora sai do bolso dos brasileiros. Um trecho:
"Segundo cálculo do economista Mansueto Almeida, feito a pedido do Estado, as medidas anunciadas pela nova equipe conseguiram reunir até agora R$ 45 bilhões dos cerca de R$ 66 bilhões que fixou como meta para 2015 (o compromisso é fazer o equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto do ano). Ocorre que apenas R$ 7 bilhões são cortes na máquina pública, basicamente de despesas de custei, como cafezinho e xerox. O grosso dos recursos, R$ 38 bilhões, vai sair do orçamento das famílias. Uma parte virá da cobrança de tributos (…)"
A matéria é interessante, recomendo a leitura. Estou começando o curso de Ciências Econômicas e mesmo após duas semanas apenas de aula já estou começando a enxergar as notícias diferente.
Mas o que eu gostaria de falar sobre o texto, dessa vez, é mais político que econômico. Na verdade, também não é político: é uma questão de bom senso, mesmo. Ora, se o Governo Federal precisa de ajuda para fechar as contas, porque não começa dando o exemplo? Muito feio (usei esse adjetivo para ser educada, aqui) eles colocarem o peso da responsabilidade das despesas que eles criaram para o contribuinte. É o mesmo que mandar a fatura do cartão de crédito para um desconhecido pagar. Você tem que assumir a sua dívida! O Governo Federal assume, mas repassa o custo para o povo, sem nem pedir desculpas. (eu, pelo menos, não ouvi!)
Há quem diga que já começaram a fazer isso quando cortaram a verba, por exemplo, do Ministério da Educação (contrariando, para mim, o slogan oficial "pátria educadora"). Do Ministério das Cidades. Mas quando falo em dar o exemplo, quero dizer - e muitos brasileiros já pedem, desde as manifestações de 2013 - reformas que iriam DE FATO economizar dinheiro público, e a longo prazo, tal qual o enxugamento da máquina e a desburocratização do máximo de processos e procedimentos.
O problema é que, pelo que observo (ao longo dos meus vinte e poucos anos... sim, mas e daí?), o Brasil não tem a tradição de pensar a longo prazo. Pelo menos, não no governo central. Pensa-se no final do ano, no Carnaval chegando, nas próximas eleições, mas falta um tempero importante: as próximas GERAÇÕES. Quem vai construir o país no futuro? Que habilidades esses indivíduos estão desenvolvendo? Eles terão competitividade no mercado de trabalho? Há condições para empreender?
E - para mim - a cereja do bolo: esses cidadãos estão sendo preparados para ser CIDADÃOS?
O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,85-do-esforco-fiscal-anunciado-ate-agora-sai-do-bolso-dos-brasileiros,1659822
"Segundo cálculo do economista Mansueto Almeida, feito a pedido do Estado, as medidas anunciadas pela nova equipe conseguiram reunir até agora R$ 45 bilhões dos cerca de R$ 66 bilhões que fixou como meta para 2015 (o compromisso é fazer o equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto do ano). Ocorre que apenas R$ 7 bilhões são cortes na máquina pública, basicamente de despesas de custei, como cafezinho e xerox. O grosso dos recursos, R$ 38 bilhões, vai sair do orçamento das famílias. Uma parte virá da cobrança de tributos (…)"
A matéria é interessante, recomendo a leitura. Estou começando o curso de Ciências Econômicas e mesmo após duas semanas apenas de aula já estou começando a enxergar as notícias diferente.
Mas o que eu gostaria de falar sobre o texto, dessa vez, é mais político que econômico. Na verdade, também não é político: é uma questão de bom senso, mesmo. Ora, se o Governo Federal precisa de ajuda para fechar as contas, porque não começa dando o exemplo? Muito feio (usei esse adjetivo para ser educada, aqui) eles colocarem o peso da responsabilidade das despesas que eles criaram para o contribuinte. É o mesmo que mandar a fatura do cartão de crédito para um desconhecido pagar. Você tem que assumir a sua dívida! O Governo Federal assume, mas repassa o custo para o povo, sem nem pedir desculpas. (eu, pelo menos, não ouvi!)
Há quem diga que já começaram a fazer isso quando cortaram a verba, por exemplo, do Ministério da Educação (contrariando, para mim, o slogan oficial "pátria educadora"). Do Ministério das Cidades. Mas quando falo em dar o exemplo, quero dizer - e muitos brasileiros já pedem, desde as manifestações de 2013 - reformas que iriam DE FATO economizar dinheiro público, e a longo prazo, tal qual o enxugamento da máquina e a desburocratização do máximo de processos e procedimentos.
O problema é que, pelo que observo (ao longo dos meus vinte e poucos anos... sim, mas e daí?), o Brasil não tem a tradição de pensar a longo prazo. Pelo menos, não no governo central. Pensa-se no final do ano, no Carnaval chegando, nas próximas eleições, mas falta um tempero importante: as próximas GERAÇÕES. Quem vai construir o país no futuro? Que habilidades esses indivíduos estão desenvolvendo? Eles terão competitividade no mercado de trabalho? Há condições para empreender?
E - para mim - a cereja do bolo: esses cidadãos estão sendo preparados para ser CIDADÃOS?
O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,85-do-esforco-fiscal-anunciado-ate-agora-sai-do-bolso-dos-brasileiros,1659822
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Vinte e poucos, vinte e tantos
Achei muito interessante o post do blog Vice, que listou "25 coisas que você devia começar a fazer agora que tem 25 anos". Eu vi o link no meu feed de páginas do Facebook (sim, eu olho isso!) e cliquei porque estou nessa idade. Me surpreendi quando li. Adivinha qual é o número 1?
"1) Dar um jeito na sua vida financeira
É, molecada! Finge que eu sou seu pai e vamos falar sobre por que, às vezes, fazer um empréstimo para pagar seus débitos é mais barato do que viver do cheque especial e pagar as taxas todo mês! Mais tarde, vou ensinar a arte de "realmente abrir o extrato do banco para ver se deu alguma merda", e depois vamos assistir a propagandas de TV para ver se mudar de banco realmente compensa. Aí, pra terminar, vamos ter uma conversa séria sobre não dever nenhuma lealdada ao seu banco só porque você tinha uma conta universitária lá que veio com um chaveirinho – divertido, né? Bom, não: é superchato, mas a sensação de se livrar da ansiedade depois do trabalho maçante descrito acima é boa pra caralho. Dar um jeito na sua situação financeira é muito mais divertido do que receber uma mensagem do seu banco no segundo dia do mês dizendo que você estourou o limite."
Leia mais em: http://www.vice.com/pt_br/read/25-coisas-que-voc-devia-comecar-a-fazer-agora-que-tem-25-anos
Ninguém está dizendo para você, "jovem gafanhoto", transformar-se em um ninja das finanças ou um corretor de ações da bolsa (mas se quiser, apoiamos!). Apenas tomar as rédeas da sua conta bancária e começar um planejamento básico para conquistar seus sonhos materiais. Pode ser uma casa, um carro ou uma viagem: é fundamental saber o quanto se gasta todos os dias para então investir.
Para controlar seus gastos, existem centenas - sim, centenas! - de aplicativos para celular. Estou fazendo testes para que possa recomendar com propriedade alguns aqui. Aguardem!
"1) Dar um jeito na sua vida financeira
É, molecada! Finge que eu sou seu pai e vamos falar sobre por que, às vezes, fazer um empréstimo para pagar seus débitos é mais barato do que viver do cheque especial e pagar as taxas todo mês! Mais tarde, vou ensinar a arte de "realmente abrir o extrato do banco para ver se deu alguma merda", e depois vamos assistir a propagandas de TV para ver se mudar de banco realmente compensa. Aí, pra terminar, vamos ter uma conversa séria sobre não dever nenhuma lealdada ao seu banco só porque você tinha uma conta universitária lá que veio com um chaveirinho – divertido, né? Bom, não: é superchato, mas a sensação de se livrar da ansiedade depois do trabalho maçante descrito acima é boa pra caralho. Dar um jeito na sua situação financeira é muito mais divertido do que receber uma mensagem do seu banco no segundo dia do mês dizendo que você estourou o limite."
Leia mais em: http://www.vice.com/pt_br/read/25-coisas-que-voc-devia-comecar-a-fazer-agora-que-tem-25-anos
Ninguém está dizendo para você, "jovem gafanhoto", transformar-se em um ninja das finanças ou um corretor de ações da bolsa (mas se quiser, apoiamos!). Apenas tomar as rédeas da sua conta bancária e começar um planejamento básico para conquistar seus sonhos materiais. Pode ser uma casa, um carro ou uma viagem: é fundamental saber o quanto se gasta todos os dias para então investir.
Para controlar seus gastos, existem centenas - sim, centenas! - de aplicativos para celular. Estou fazendo testes para que possa recomendar com propriedade alguns aqui. Aguardem!
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Imposto de Renda: você já declarou?
Eu seeeeeei que é chato. Sim, eu sei, porque apesar de ser isenta em 2013 - por ter rendimentos menores que R$ 25.661,70 - faço questão de enviar o formulário completinho, a fim de receber a restituição! Por ter trabalhado com carteira assinada, o imposto foi retido na fonte e eu o quero de volta!
Na minha família, "esse tal de IR" sempre foi uma dor de cabeça. Meu pai sempre deixa a prestação de contas para a última hora. Quem "paga" por isso é o meu irmão, Érick, que vara noites ajudando a reunir os documentos necessários, preenchendo cada um dos zilhões de campos relativos a contas correntes, aplicações, imóveis e etc. Haja café para sustentar os dois acordados! A demora no envio é gigantesca (o servidor fica abarrotado!) e a restituição só sai no último lote, lá para dezembro.
Já deu para entender a dica, né? Corra, junte tudo o que é preciso para preencher o formulário "de uma lapada só"! Como a minha declaração é superbásica, só utilizo os informes dos bancos, tanto das contas correntes como investimentos (poupança, fundos de ação e previdência privada). Quem tem carro, moto, lancha, avião, etc. deve atentar para o valor do bem, que (só) para o Leão não deprecia. Aqueles que venderam ou compraram imóveis têm de acrescentar o que foi gasto com a corretagem. Herdeiros, olho nos itens do espólio!
Bateu uma dúvida? Recomendo o hotsite do Diario de Pernambuco, com um guia básico de perguntas e respostas (FAQ) que ajuda bastante. Ainda não satisfeito? Procure um contador ou um advogado tributarista, abra o jogo e não descanse até entender os pormenores. Afinal, é o SEU dinheiro, é o SEU patrimônio! Cuide bem dele!!!
Quando terminar de preencher todos os campos, clique no sinal verde, na barra superior do programa, para checar se há algum campo remanescente sem informação. Tudo certo? Levante, descanse um pouco. De cabeça fria, depois, é mais fácil conferir os números, inclusive os centavos. Leia, releia e envie! Salve o comprovante no seu computador e, se possível, imprima uma cópia para arquivar. Ano que vem tem mais!
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Planeja e faz
Nesse domingo (10), ouvi dois comentários estranhos que me moveram a postar de novo, depois de algum tempo longe do blog. O primeiro partiu de uma pessoa que gosto muito, mas que não é um bom exemplo quando se trata de dinheiro. Disse que não poderia comprar um ar-condicionado split para o quarto, que é mais eficiente e muito mais econômico que o comum e velho instalado. No entanto, segundo fontes bastante confiáveis, comprou em outubro um forno elétrico (que não precisava) por mais de R$ 3.500! Não tem dinheiro ou não se planejou? Qual a vantagem de comprar um ou outro? Do mesmo modo como não se deve comprar por impulso, também não é bom trocar prioridades de lugar.
O segundo veio do pastor de uma igreja, que afirmou que o revestimento em azulejos da piscina do clube estava ficando maravilhoso, mas em seguida pediu aos fiéis colaboração para pagar o serviço, com urgência. Ora, quando ouvi, pensei logo: se não poderia arcar com os custos, por que começaram? Tratando-se de pessoa jurídica, é importante ter dinheiro em caixa ANTES de iniciar obras. Não se conta com lucro posterior! Isso não é correto!
E como se planejar bem? Ora, ferramentas é que não faltam. A primeira tarefa é anotar todos os gastos, discriminando-os bem e separando-os entre fixos, variáveis e supérfluos. Exemplo: aluguel, condomínio e parcela do financiamento do carro são fixos, pois o valor se mantém. Já água, energia e telefone são variáveis, dependendo do consumo. E festas e presentes estão na terceira categoria.
Não importa se é numa complexa planilha do Excel ou num guardanapo. É preciso anotar tudo para poder controlar o orçamento. E existem cursos online gratuitos para ensinar a organizar os gastos. Tem na Fundação Getúlio Vargas (FGV), mas também outras instituições, inclusive bancos - o Bradesco, por exemplo, tem uma plataforma legal, mesmo para não correntistas. Também há livros, apostilas e palestras. Capacite-se, você só tem a ganhar. Corra atrás!
Com esses números em mãos, reserve o dinheiro para investir. Pode ser desde a clássica poupança aos mais sofisticados fundos multimercados: esse é o seu passaporte para os sonhos. Ninguém é responsável por realizá-los senão você mesmo! Para se sentir motivado, anote-o em algum lugar que você veja todos os dias ou até cole fotos. Ver o seu objetivo torna-o palpável e mais fácil de materializar.
Daí você vai começar a gastar. Portanto, o dinheiro que você deve ter em mente como disponível não é o crédito do banco, a ajuda dos parentes e amigos ou mesmo o próprio salário: é o saldo final entre ele e as suas contas a pagar e aplicações financeiras. Não posso citar um valor, porque depende do quanto você está comprometido atualmente, mas espera-se que esse percentual chegue a pelo menos 50% da renda. É com ele que será realizada a reforma, a troca do eletrodoméstico e ainda as saidinhas de fim de semana.
Lembre-se: se você tem alguma "compulsão", reconheça e se policie. Eu, por exemplo, compro mais livros que consigo ler. Mês passado acho que gastei mais de R$ 200 e ainda não consegui terminá-los! Isso não é bom. Se você tem um hobby, uma paixão, separe também uma grana para satisfazer o desejo, mas não ultrapasse o estipulado. Caso contrário, você pode atrapalhar outros planos!
O segundo veio do pastor de uma igreja, que afirmou que o revestimento em azulejos da piscina do clube estava ficando maravilhoso, mas em seguida pediu aos fiéis colaboração para pagar o serviço, com urgência. Ora, quando ouvi, pensei logo: se não poderia arcar com os custos, por que começaram? Tratando-se de pessoa jurídica, é importante ter dinheiro em caixa ANTES de iniciar obras. Não se conta com lucro posterior! Isso não é correto!
E como se planejar bem? Ora, ferramentas é que não faltam. A primeira tarefa é anotar todos os gastos, discriminando-os bem e separando-os entre fixos, variáveis e supérfluos. Exemplo: aluguel, condomínio e parcela do financiamento do carro são fixos, pois o valor se mantém. Já água, energia e telefone são variáveis, dependendo do consumo. E festas e presentes estão na terceira categoria.
Não importa se é numa complexa planilha do Excel ou num guardanapo. É preciso anotar tudo para poder controlar o orçamento. E existem cursos online gratuitos para ensinar a organizar os gastos. Tem na Fundação Getúlio Vargas (FGV), mas também outras instituições, inclusive bancos - o Bradesco, por exemplo, tem uma plataforma legal, mesmo para não correntistas. Também há livros, apostilas e palestras. Capacite-se, você só tem a ganhar. Corra atrás!
Com esses números em mãos, reserve o dinheiro para investir. Pode ser desde a clássica poupança aos mais sofisticados fundos multimercados: esse é o seu passaporte para os sonhos. Ninguém é responsável por realizá-los senão você mesmo! Para se sentir motivado, anote-o em algum lugar que você veja todos os dias ou até cole fotos. Ver o seu objetivo torna-o palpável e mais fácil de materializar.
Daí você vai começar a gastar. Portanto, o dinheiro que você deve ter em mente como disponível não é o crédito do banco, a ajuda dos parentes e amigos ou mesmo o próprio salário: é o saldo final entre ele e as suas contas a pagar e aplicações financeiras. Não posso citar um valor, porque depende do quanto você está comprometido atualmente, mas espera-se que esse percentual chegue a pelo menos 50% da renda. É com ele que será realizada a reforma, a troca do eletrodoméstico e ainda as saidinhas de fim de semana.
Lembre-se: se você tem alguma "compulsão", reconheça e se policie. Eu, por exemplo, compro mais livros que consigo ler. Mês passado acho que gastei mais de R$ 200 e ainda não consegui terminá-los! Isso não é bom. Se você tem um hobby, uma paixão, separe também uma grana para satisfazer o desejo, mas não ultrapasse o estipulado. Caso contrário, você pode atrapalhar outros planos!
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Inflação e juros em alta, chorei?
Se vocês conferiram o jornal hoje, a parte de Economia, viram que o Comitê de Política Monetária (Copom) reajustou a taxa Selic, que corresponde aos juros básicos do país, para o patamar de 9,5%. Ela já vinha subindo desde março deste ano, tendo passado seis meses no mínimo histórico de 7,25%. A redução da Selic reflete diretamente nos juros cobrados direto ao consumidor em bancos e financeiras, embora demore cerca de oito meses para as mudanças serem sentidas na ponta.
Quando os juros começaram a baixar, tratou-se de uma estratégia do governo para aumentar o crédito disponível no mercado, incentivando assim a compra das famílias. Não à toa seu cartão de crédito deve ter "pipocado" o limite e as lojas estavam em polvorosa com a novidade, querendo empurrar produto e mais produto para você. Em pouco tempo, ficou mais fácil dar entrada no carro zero, pagar o material de construção para a casa nova e tirar crédito pessoal para resolver "uns probleminhas".
SÓ QUE desde o início já haviam especialistas pedindo cuidado nessa baixa. Eles diziam que iria "desequilibrar a balança da economia", jogando a inflação para o alto. O governo não quis escutar, afinal, o resultado pretendido era alavancar o crescimento no fim do ano e fazer bonito frente à crise mundial. Sambar na cara dos EUA e da Europa toda. Para tal, era preciso que o comércio girasse rápido - com esperança de ainda puxar a produção industrial.
Ter crédito é uma delícia, mas nem todos sabem usar com responsabilidade. A "nova classe C", que antes não tinha poder de compra, viu-se empregada formalmente e com dinheiro no bolso; correu para os shoppings para trocar o armário, a geladeira, o fogão. Essa massa não estudou nada sobre dinheiro nas escolas, não tem conhecimento suficiente para distinguir um negócio de uma roubada (alô, pirâmides).
Quem não lembra da inauguração do RioMar, no Pina? As Casas Bahia trouxeram a alegria de muitos recifenses. Um espetáculo. A hora de pagar, no entanto, não é. A inadimplência subiu e, com ela, a inflação (rá!). O fantasma que assusta os brasileiros desde a década de 80! O dragão descontrolado. Tantas charges sobre Dilma tentando domá-lo. Porém, ele mostrou sua força até a quem não o conhecia bem, quem só tinha ouvido falar - como eu, nascida em 1989... O tomate virou a piada do momento, chegando em alguns supermercados a R$ 9 o quilo! Cachorro-quente? Salsicha com menos molho. Sem molho. #padrãoFIFA
E agora, o que eu faço? Bem, isso depende muito da sua situação financeira no momento. Se você foi na onda do crédito fácil, compra fácil, e agora tá cheio de prestação para pagar ("mas uma TV LCD novinha na sala!"), tome cuidado. Seja prevenido, honre seus compromissos para não transformar as dívidas em bola de neve e segure as pontas. Peça ajuda de quem ajudou você a torrar.
Caso o orçamento esteja sob controle e não haja pendências, aproveite o momento para INVESTIR. Como assim? Simples: é poupando o dinheiro e escolhendo as ferramentas corretas que se pode protegê-lo das variações no mercado e ainda multiplicá-lo. Agora não é momento para exageros, e sim cautela. Deixe as compras para depois do Natal, quando tudo entra em promoção (de verdade). Recomendo que aproveite o tempo para estudar sobre finanças pessoais e desvendar um pouco como funciona, por exemplo, os títulos públicos do Tesouro Direto, que custam a partir de R$ 80! Entenda os indexadores e faça uma carteira segura, a médio e longo prazo. E engorde o seu porquinho.
Em tempo:
- A Fundação Getúlio Vargas (FGV) oferece cursos gratuitos online na área de finanças pessoais. Desde como organizar o orçamento doméstico a como aplicar sua grana. São materiais muito bem feitos, com imagens, com propostas de atividades, e não levam mais que uma semana para concluir, duas horinhas ao dia. Confira!
- Para quem tem filhos: amanhã, no auditório do Banco Central no Recife (Rua da Aurora, n.º 1259), assista a palestra Educação financeira: uma conversa de pai para filho. Saiba como ensinar hábitos saudáveis desde cedo! A inscrição é pelo e-mail bc.universidade_recife@bcb.gov.br. Mas corra, só há 200 vagas!
Quando os juros começaram a baixar, tratou-se de uma estratégia do governo para aumentar o crédito disponível no mercado, incentivando assim a compra das famílias. Não à toa seu cartão de crédito deve ter "pipocado" o limite e as lojas estavam em polvorosa com a novidade, querendo empurrar produto e mais produto para você. Em pouco tempo, ficou mais fácil dar entrada no carro zero, pagar o material de construção para a casa nova e tirar crédito pessoal para resolver "uns probleminhas".
SÓ QUE desde o início já haviam especialistas pedindo cuidado nessa baixa. Eles diziam que iria "desequilibrar a balança da economia", jogando a inflação para o alto. O governo não quis escutar, afinal, o resultado pretendido era alavancar o crescimento no fim do ano e fazer bonito frente à crise mundial. Sambar na cara dos EUA e da Europa toda. Para tal, era preciso que o comércio girasse rápido - com esperança de ainda puxar a produção industrial.
Ter crédito é uma delícia, mas nem todos sabem usar com responsabilidade. A "nova classe C", que antes não tinha poder de compra, viu-se empregada formalmente e com dinheiro no bolso; correu para os shoppings para trocar o armário, a geladeira, o fogão. Essa massa não estudou nada sobre dinheiro nas escolas, não tem conhecimento suficiente para distinguir um negócio de uma roubada (alô, pirâmides).
Quem não lembra da inauguração do RioMar, no Pina? As Casas Bahia trouxeram a alegria de muitos recifenses. Um espetáculo. A hora de pagar, no entanto, não é. A inadimplência subiu e, com ela, a inflação (rá!). O fantasma que assusta os brasileiros desde a década de 80! O dragão descontrolado. Tantas charges sobre Dilma tentando domá-lo. Porém, ele mostrou sua força até a quem não o conhecia bem, quem só tinha ouvido falar - como eu, nascida em 1989... O tomate virou a piada do momento, chegando em alguns supermercados a R$ 9 o quilo! Cachorro-quente? Salsicha com menos molho. Sem molho. #padrãoFIFA
E agora, o que eu faço? Bem, isso depende muito da sua situação financeira no momento. Se você foi na onda do crédito fácil, compra fácil, e agora tá cheio de prestação para pagar ("mas uma TV LCD novinha na sala!"), tome cuidado. Seja prevenido, honre seus compromissos para não transformar as dívidas em bola de neve e segure as pontas. Peça ajuda de quem ajudou você a torrar.
Caso o orçamento esteja sob controle e não haja pendências, aproveite o momento para INVESTIR. Como assim? Simples: é poupando o dinheiro e escolhendo as ferramentas corretas que se pode protegê-lo das variações no mercado e ainda multiplicá-lo. Agora não é momento para exageros, e sim cautela. Deixe as compras para depois do Natal, quando tudo entra em promoção (de verdade). Recomendo que aproveite o tempo para estudar sobre finanças pessoais e desvendar um pouco como funciona, por exemplo, os títulos públicos do Tesouro Direto, que custam a partir de R$ 80! Entenda os indexadores e faça uma carteira segura, a médio e longo prazo. E engorde o seu porquinho.
Em tempo:
- A Fundação Getúlio Vargas (FGV) oferece cursos gratuitos online na área de finanças pessoais. Desde como organizar o orçamento doméstico a como aplicar sua grana. São materiais muito bem feitos, com imagens, com propostas de atividades, e não levam mais que uma semana para concluir, duas horinhas ao dia. Confira!
- Para quem tem filhos: amanhã, no auditório do Banco Central no Recife (Rua da Aurora, n.º 1259), assista a palestra Educação financeira: uma conversa de pai para filho. Saiba como ensinar hábitos saudáveis desde cedo! A inscrição é pelo e-mail bc.universidade_recife@bcb.gov.br. Mas corra, só há 200 vagas!
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