quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O cheque é especial... pro banco!

E tem gente que paga o cartão de crédito, mas no final do mês está travado no cheque especial. Só que os juros são ainda maiores! Cheque especial NÃO é uma extensão do seu salário. NÃO é dinheiro e muito menos seu!

Anote a frase acima no seu computador, laptop, tablet, smartphone, agenda de papel, tudo. O ideal é que você esqueça que ele existe. Esqueça o valor do limite. Hoje em dia, tudo pode ser pago com cartão de crédito ou boleto bancário. Por que se colocar numa fria?

Essa ferramenta foi criada pelos bancos para que você tenha "oportunidade" de gastar mesmo se o próximo salário não chegou. Emergências, teoricamente. Só que tem muita gente que usa ele pra comprar roupa, sapato, livro... E depois chora com os juros, que em geral são descontados direto na conta. E aí entra no cheque especial de novo e de novo...

Aqui em casa já teve muito problema por causa disso - se é que não continua e eu não sei, as coisas não me são muito ditas. Felizmente sempre o ouvi como um problema, não uma solução. Como uma obrigação chata a se livrar primeiro que tudo. Porque a internet a gente pode cortar por um mês (dói, eu sei...), mas o juro do cheque especial não pára.

Nem entre
Pense em alternativas. Todas possíveis. Converse com o amigo, o vizinho, o cobrador do ônibus. Existe saída, sim! Dependendo do que você precisa, existem várias modalidades de crédito: material de construção, habitacional, automobilístico, turismo, pessoal e empresarial. Produtos vendidos em banco e com prazo negociável que chega a 6 anos. Quer aumentar a casa? Fazer um intercâmbio? Ou abrir um negócio próprio? Você tem tudo para conseguir, te dou a maior força, mas NÃO entre no cheque especial. "É uma cilada, Bino."

Saia já
Esses créditos que eu citei podem ser usados também para sair do cheque especial. Mesma ideia: explique a ideia pro gerente e mostre suas condições de pagamento. Com certeza você, pessoa física, e ele, representante da instituição, podem entrar num acordo. Apresente todos os argumentos: tempo de conta corrente, relacionamento com o banco (recebimento de salário, investimentos, previdência privada), números dos concorrentes. Imprima dados e pergunte tudo. Não tenha vergonha de gastar o tempo dele, ele é pago para isso!

Eu sei que tem fila, que é chato esperar na fila, que muitas agências sequer oferecem banquinho para sentar. É um desrespeito, sim, senhor! Mas é o seu dinheiro que está em jogo. Requer preparação, paciência. Se a "coisa" está ruim, ficar quietinho em casa na frente da tevê não vai resolver. Tire a tarde para isso. Leve fone de ouvido ou livro e relaxe. Não se afobe, apenas pense no que vai falar e apresente uma proposta. Se ela for boa, poderá ser aceita!

Hora de dizer tchau
Se a situação azedou porque você tem "umas coisinhas" no débito direto, pense no que pode cancelar. Já disse: internet pode ficar um mês sem. O mesmo vale para tevê a cabo, comprinhas de domingo a tarde, barzinho com os amigos. Exceção apenas contas de consumo (energia, água e alimentação).

Escola do filho? Negocie. Aluguel? Negocie. Assinatura de revista? Compre a sua favorita na banca, se puder. Irmão pedinte? Dê o fora. A prioridade tem que ser melhorar sua saúde financeira! Abra os olhos para o que existe de variável na sua planilha de gastos e desça a "tesoura". Vá cortando o que não for essencial.

Não tem planilha de gastos? Não sabe como fazer? Fique de olho no próximo post!

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Vencimento é coisa séria

Tem aqueles que controlam o cartão de crédito compra a compra, verificando sempre no internet banking a quanto está a fatura e qual o limite disponível. Já tem outros que nem prestam atenção a isso e vão passando em tudo que é loja até ser recusado e até "passar vergonha" na frente de amigos ou parentes. A questão é que essa ferramenta, muito abundante no mercado brasileiro, deve ser usada com cuidado, principalmente quanto ao pagamento. É afinal uma das modalidades com o juro mais alto em caso de atraso - costuma ser superior a 10% e só perde para o cheque especial.

Comprar a crédito não é comprar pra nunca pagar. É preciso lembrar que a conta chega no mês seguinte e você terá que quitá-la com o seu salário, assim como outras obrigações (energia, água, telefone, etc.). Você está, portanto, acumulando despesas. O seu salário será suficiente para pagar os compromissos de outubro junto aos de setembro? Para fugir do rotativo e não dar seu suado dinheiro para o banco de graça, é preciso se planejar e apertar o cinto para diminuir outros gastos, como lazer.

Note e anote!
Não perca a rédea. A cada "carteirada" que der, anote exatamente o valor (até os centavos) e no final inclua a anuidade. Se o montante está crescendo muito, deixe o cartão de crédito em casa, paradinho. Também é hora de fazer uma reunião de família e explicar a situação. Seja sincero inclusive com as crianças. Todos devem estar cientes do papel que têm nas finanças da casa! Não adianta esconder o jogo e depois ficar irritado quando o filho chora no supermercado querendo guloseimas.

O "mínimo" que vem escrito lá em cima do papel pode ser chato, mas protege você. E o ideal é que você nem olhe para ele, apenas pague o valor integral e guarde o comprovante. Um abraço para a dívida, agora você já não a tem mais. Alívio! Porém, se você opta por uma quantia intermediária, fique ciente que o restante será multiplicado para as próximas vezes. Os juros compostos são aplicados sobre o total não pago. Resultado: bola de neve, avalanche.

(Mau) Exemplo
A juros de 14% ao mês, temos uma fatura de R$ 1.000 ao mês.
Primeiro mês, paga-se R$ 100 (mínimo). Segundo mês, o valor é de R$ 1.026.
Quitando sempre o mínimo de 10% do valor do documento, em 18 meses sua "correspondência" virá estampada com R$ 1.587,28. Só que você já pagou R$ 2.317,48!

Como evitar?
Se o seu vencimento é no dia 10 de cada mês, separe desde o recebimento do salário o suficiente para o pagamento da fatura. Se puder, pague assim que receber suas receitas, a fim de não esquecer. É fácil e prático: desde o caixa eletrônico, passando pelo computador e chegando ao celular, os bancos oferecem recursos para você movimentar sua conta sem precisar sequer sair de casa. Logo, nada de desculpa do tipo "a casa lotérica é lotada e quente"!

Não dá mesmo? Procure o gerente
Digamos que você extrapolou a sua ideia e a fatura está muito acima da sua realidade. Primeiro passo: negocie o valor. Procure o gerente, explique a situação e financie o valor. Com calma, ele vai poder te oferecer uma taxa de juros menor, caso veja que você está interessado em pagar. Não vá com pedras na mão, mas também não caia em conversa de vendedor: afinal, ele está representando a empresa. Pergunte tudo em detalhes e peça para que ele evidencie o total de juros.

Pra não repetir
Decore este número e pense o que poderia fazer com aquele dinheiro a mais na sua conta. Um sapato novo? Um jantar numa churrascaria? Talvez até uma viagem! Pois este é o preço do seu descontrole. É o que o banco vai pegar por ter te "emprestado" dinheiro. Ele era seu. Você vai continuar dando aos outros? Não gostou, né? Então, mude. Deixe o bendito em casa, estude bem como usá-lo e volte à ativa aos poucos.

Lembre-se
Conheço casos de pessoas que deixam a dívida rolar porque sabem que, mais cedo ou mais tarde, vão te ligar dando "condições especiais" para o pagamento. "Você só precisa pagar R$ 700 e tem 24 horas de prazo", diz a atendente do outro lado da linha. Ela te manda o boleto para o seu e-mail. Você imprime e acha ótimo, afinal a conta já ia em mais de R$ 1500. "Menos da metade! Fantástico!"

É, só que o que você realmente comprou, ou seja, usufruiu, foram R$ 400. Esta era sua dívida inicial, seu compromisso. Mas você se descuidou e agora eles querem quase o DOBRO para te livrar da cruz.

"Mas são 50% de desconto!" ALÔ, você comprou R$ 400. Eles estão cobrando R$ 700. Está vendo a diferença? Você perdeu R$ 300. É por isso que banqueiro é rico e você, não... #sinceridade

Seja responsável da próxima vez e você poderá usar essa grana para aplicar na poupança, trocar o carro, realizar seus sonhos!

sábado, 14 de setembro de 2013

Uma prestação aqui, outra ali...

O assunto deste domingo, dia em que muita gente vai fazer compras, são as prestações. No Brasil, existe o hábito de dividir um valor qualquer, às vezes até ínfimo (menos de R$ 30), diluindo o pagamento em diversos meses. Vamos falar do clássico cartão de crédito, os cartões de lojas e ainda o crediário. Não há problema algum em usar esse benefício para comprar o que se precisa ou o que se gosta. A questão é usar com responsabilidade e manter o controle para evitar surpresas mais tarde.

"Eu divido uma coisa ali, outra aqui, tudo pequena, mas aí vai acumulando... Quando chega a fatura, é chorar", afirma a historiadora e concurseira Lizabethli Silva. São parcelinhas de R$ 15, R$ 30, que quando somam podem passar dos R$ 200. "É terminando uma "série" de pagamentos e emendando em outra", relata. Felizmente, Liz vem pagando no vencimento e evitando os juros. Mas será que não poderia se organizar melhor?

Claro que o ideal é pagar a vista, mas como nem sempre é possível, pode-se ampliar um pouco o valor de cada prestação para quitar a dívida mais rápido. Produtos para cabelo e unhas, por exemplo. A sacola de Liz estava cheia de novidades maravilhosas para deixá-la ainda mais linda e maravilhosa - o que eu apoio plenamente, afinal também sou mulher! E eles duram em média três meses. Depois disso, ela tem que repor o estoque caseiro. Então, por que não colocar o preço em três vezes, em vez de seis?

No caso de eletrodomésticos e eletrônicos, a dica é controlar a ambição mesmo. Eu sei que às vezes precisamos de uma geladeira nova ao mesmo tempo em que planejamos adquirir um notebook top de linha ou aquela TV LCD gigante para a família, mas faça de tudo para não acumular mais de DUAS contas a pagar por vez. Quando pelo menos uma terminar, você pode ter uma folga para pensar nos outros desejos. E faça uma forcinha para economizar mais naqueles meses, assim você diminui o prazo e consequentemente os juros cobrados.

Para quem vai montar a casa, a dica é ir com calma. Primeiro, pesquisa bastante bem a lista, vendo as especifidades que você deseja. O sofá é de dois ou três lugares? (Cabe mesmo na sala?) A geladeira precisa ser duplex? Observe também a média de preço do mercado para cada produto. Quais as marcas mais em conta? Quais as lojas em promoção? A internet está aí para ajudar, assim como as mães, tias, primas. Vasculhe, perturbe, não tenha medo de proteger seu dinheiro.

Antes de atender aos anseios do vendedor "gente-finíssima" das grandes magazines e entrar no crediário do estabelecimento (juros altíssimos!), vá ao banco e consulte seu gerente sobre as taxas de financiamentos. Explique que é para montar a casa, em geral essa categoria tem condições melhores - assim como construção. Veja nos concorrentes e negocie um preço melhor. Peça para ele ver seu histórico (se for positivo, claro). Barganhe. Você só tem a ganhar!

Aí vai uma check-list simples (praticada por mim mesma) na hora de decidir como parcelar:

  • De R$ 40 a R$ 100 - dou preferência a crédito a vista (apenas uma prestação), mas se for algo que dure muito e realmente precisar, passo em 2x.
  • De R$ 100 a R$ 300 - livros ou roupas, que costumo comprar frequentemente, ficam em 2x (logo vou querer novos e aí vou precisar do limite de novo...). Já acessórios de moda mais caros ou eletroeletrônicos, em 3x ou 4x.
  • Acima de R$ 300 - Aí pode pagar em 6x, mas quaisquer outros desejos ficam sendo "obrigatoriamente" à vista! É o meu jeito de não deixar o "bolo" crescer muito.



quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Falando de cifrões

Todo mundo gosta de dinheiro, mas falar sobre ele frequentemente dá uma dor de cabeça. É conta de casa pra pagar, escola de filho, despesas com o carro e no final ainda vem o cartão de crédito para - como dizemos no Nordeste - "terminar de lascar". Daí ser motivo de brigas para muitos casais, além de parentes e amigos. Outras vezes, ele nem é colocado em jogo para não dar margem a críticas. Daí para virar uma divida "bola de neve", é dois tempos...

A boa notícia é: não precisa ser assim. Você pode gerenciar melhor seu salário, investir para realizar sonhos e ainda manter um padrão de vida confortável e seguro. E não é pirâmide! O segredo é investir em formação: leituras, oficinas e cursos. E mais, e mais, e mais. Aos poucos, o conteúdo é colocado em prática no dia a dia: cada centavo na ponta do lápis, calculadora amiga em mãos e cada mês passa mais fácil, cada vitória é recompensada com momentos de prazer.

É aí que entra o blog Carteira Nossa. Criei esta ferramenta para dividir conhecimento através de indicações de livros e materiais sobre educação financeira e reportagens sobre compras, controle de gastos e investimentos. Tudo isso com opinião de pessoas comuns a consultores especialistas. Os diferenciais serão os casos de sucesso de trabalhadores e empreendedores, além nas postagens de economia popular.

Minha experiência como repórter na editoria na área foi extremamente prazerosa; me fez pensar em economia de um jeito diferente. Quero trabalhar ajudando meus leitores a conquistarem seus sonhos de consumo, seja uma geladeira nova a uma viagem para Paris, com folga para o mês seguinte, o ano "que entra", a aposentadoria e além!

Acompanhem as postagens e comentem. Toda sugestão é bem vinda. E compartilhem com quem amam para a riqueza prosperar!