quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Inflação e juros em alta, chorei?

Se vocês conferiram o jornal hoje, a parte de Economia, viram que o Comitê de Política Monetária (Copom) reajustou a taxa Selic, que corresponde aos juros básicos do país, para o patamar de 9,5%. Ela já vinha subindo desde março deste ano, tendo passado seis meses no mínimo histórico de 7,25%. A redução da Selic reflete diretamente nos juros cobrados direto ao consumidor em bancos e financeiras, embora demore cerca de oito meses para as mudanças serem sentidas na ponta.

Quando os juros começaram a baixar, tratou-se de uma estratégia do governo para aumentar o crédito disponível no mercado, incentivando assim a compra das famílias. Não à toa seu cartão de crédito deve ter "pipocado" o limite e as lojas estavam em polvorosa com a novidade, querendo empurrar produto e mais produto para você. Em pouco tempo, ficou mais fácil dar entrada no carro zero, pagar o material de construção para a casa nova e tirar crédito pessoal para resolver "uns probleminhas".

SÓ QUE desde o início já haviam especialistas pedindo cuidado nessa baixa. Eles diziam que iria "desequilibrar a balança da economia", jogando a inflação para o alto. O governo não quis escutar, afinal, o resultado pretendido era alavancar o crescimento no fim do ano e fazer bonito frente à crise mundial. Sambar na cara dos EUA e da Europa toda. Para tal, era preciso que o comércio girasse rápido - com esperança de ainda puxar a produção industrial.

Ter crédito é uma delícia, mas nem todos sabem usar com responsabilidade. A "nova classe C", que antes não tinha poder de compra, viu-se empregada formalmente e com dinheiro no bolso; correu para os shoppings para trocar o armário, a geladeira, o fogão. Essa massa não estudou nada sobre dinheiro nas escolas, não tem conhecimento suficiente para distinguir um negócio de uma roubada (alô, pirâmides).

Quem não lembra da inauguração do RioMar, no Pina? As Casas Bahia trouxeram a alegria de muitos recifenses. Um espetáculo. A hora de pagar, no entanto, não é. A inadimplência subiu e, com ela, a inflação (rá!). O fantasma que assusta os brasileiros desde a década de 80! O dragão descontrolado. Tantas charges sobre Dilma tentando domá-lo. Porém, ele mostrou sua força até a quem não o conhecia bem, quem só tinha ouvido falar - como eu, nascida em 1989... O tomate virou a piada do momento, chegando em alguns supermercados a R$ 9 o quilo! Cachorro-quente? Salsicha com menos molho. Sem molho. #padrãoFIFA

E agora, o que eu faço? Bem, isso depende muito da sua situação financeira no momento. Se você foi na onda do crédito fácil, compra fácil, e agora tá cheio de prestação para pagar ("mas uma TV LCD novinha na sala!"), tome cuidado. Seja prevenido, honre seus compromissos para não transformar as dívidas em bola de neve e segure as pontas. Peça ajuda de quem ajudou você a torrar.

Caso o orçamento esteja sob controle e não haja pendências, aproveite o momento para INVESTIR. Como assim? Simples: é poupando o dinheiro e escolhendo as ferramentas corretas que se pode protegê-lo das variações no mercado e ainda multiplicá-lo. Agora não é momento para exageros, e sim cautela. Deixe as compras para depois do Natal, quando tudo entra em promoção (de verdade). Recomendo que aproveite o tempo para estudar sobre finanças pessoais e desvendar um pouco como funciona, por exemplo, os títulos públicos do Tesouro Direto, que custam a partir de R$ 80! Entenda os indexadores e faça uma carteira segura, a médio e longo prazo. E engorde o seu porquinho.

Em tempo: 
- A Fundação Getúlio Vargas (FGV) oferece cursos gratuitos online na área de finanças pessoais. Desde como organizar o orçamento doméstico a como aplicar sua grana. São materiais muito bem feitos, com imagens, com propostas de atividades, e não levam mais que uma semana para concluir, duas horinhas ao dia. Confira!
- Para quem tem filhos: amanhã, no auditório do Banco Central no Recife (Rua da Aurora, n.º 1259), assista a palestra Educação financeira: uma conversa de pai para filho. Saiba como ensinar hábitos saudáveis desde cedo! A inscrição é pelo e-mail bc.universidade_recife@bcb.gov.br. Mas corra, só há 200 vagas!




sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Meu cofre é uma lata de Nescau

E o seu? Como você junta as moedinhas de troco da padaria, do mercado, da tapioca da esquina? Num porquinho de barro? Ou joga tudo numa gaveta e esquece elas lá forever?

Eu sou do tipo de pessoa que me abaixo na rua se encontro uma moeda de 5 ou 10 centavos. Se está lá, perdida, pode também ficar "perdida" entre as minhas outras... E parece pouco, mas cada troco que você recebe juntos podem valer aquele vestido maravilhoso que você viu no shopping. Não acredita? Por mês, eu acumulo cerca de R$ 100! Isso porque realizo a maior parte das minhas compras à vista, com dinheiro, e por isso costumo voltar "pesada" de moedas. Minha mãe já juntou R$ 750 em 6 meses!

Moeda é dinheiro, gente. Se você quer poupar, cave os bolsos das suas calças até o último metal, vá colocando tudo no mesmo depósito (não importa qual for). Deposite e esqueça! Sem afobação! Nada de "arrombar" para comprar pão ou queijo ou qualquer outro item/conta de subsistência básica. Quando virar o mês, você abre e conta para saber o quanto conseguiu. Caso a sua meta seja maior, recomendo que continue juntando no mesmo lugar, centavos por centavos, porque quando a gente troca por cédulas, sentimo-nos mais impelidos a gastar.

"Ah, mas eu não posso chegar numa loja do shopping com todas essas moedas, olha o mico!"

Não é isso que eu disse para fazer. Quando atingires sua meta, troque na quitanda ou xerox mais próxima (eles precisam muito delas!) e compre seu desejo. Se não tiver nada em vista, melhor ainda: aplique no banco, seja uma poupança ou um fundo de ações. Afinal, quanto mais ele se multiplicar, maior será sua animação em continuar investindo!