O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,85-do-esforco-fiscal-anunciado-ate-agora-sai-do-bolso-dos-brasileiros,O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,85-do-esforco-fiscal-anunciado-ate-agora-sai-do-bolso-dos-brasileiros,165982Estava navegando no Facebook quando me deparo com uma notícia do Estadão: 85% do esforço fiscal anunciado até agora sai do bolso dos brasileiros. Um trecho:
"Segundo cálculo do economista Mansueto Almeida, feito a pedido do Estado, as medidas anunciadas pela nova equipe conseguiram reunir até agora R$ 45 bilhões dos cerca de R$ 66 bilhões que fixou como meta para 2015 (o compromisso é fazer o equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto do ano). Ocorre que apenas R$ 7 bilhões são cortes na máquina pública, basicamente de despesas de custei, como cafezinho e xerox. O grosso dos recursos, R$ 38 bilhões, vai sair do orçamento das famílias. Uma parte virá da cobrança de tributos (…)"
A matéria é interessante, recomendo a leitura. Estou começando o curso de Ciências Econômicas e mesmo após duas semanas apenas de aula já estou começando a enxergar as notícias diferente.
Mas o que eu gostaria de falar sobre o texto, dessa vez, é mais político que econômico. Na verdade, também não é político: é uma questão de bom senso, mesmo. Ora, se o Governo Federal precisa de ajuda para fechar as contas, porque não começa dando o exemplo? Muito feio (usei esse adjetivo para ser educada, aqui) eles colocarem o peso da responsabilidade das despesas que eles criaram para o contribuinte. É o mesmo que mandar a fatura do cartão de crédito para um desconhecido pagar. Você tem que assumir a sua dívida! O Governo Federal assume, mas repassa o custo para o povo, sem nem pedir desculpas. (eu, pelo menos, não ouvi!)
Há quem diga que já começaram a fazer isso quando cortaram a verba, por exemplo, do Ministério da Educação (contrariando, para mim, o slogan oficial "pátria educadora"). Do Ministério das Cidades. Mas quando falo em dar o exemplo, quero dizer - e muitos brasileiros já pedem, desde as manifestações de 2013 - reformas que iriam DE FATO economizar dinheiro público, e a longo prazo, tal qual o enxugamento da máquina e a desburocratização do máximo de processos e procedimentos.
O problema é que, pelo que observo (ao longo dos meus vinte e poucos anos... sim, mas e daí?), o Brasil não tem a tradição de pensar a longo prazo. Pelo menos, não no governo central. Pensa-se no final do ano, no Carnaval chegando, nas próximas eleições, mas falta um tempero importante: as próximas GERAÇÕES. Quem vai construir o país no futuro? Que habilidades esses indivíduos estão desenvolvendo? Eles terão competitividade no mercado de trabalho? Há condições para empreender?
E - para mim - a cereja do bolo: esses cidadãos estão sendo preparados para ser CIDADÃOS?
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