Estamos em tempos de crise, afirma o Governo Federal. Esse eco é repetido pelos governos estaduais e municipais Brasil afora. Trata-se da desculpa perfeita para se esquivar de compromissos, deixar de realizar investimentos, negar auxílio a cidadãos. Mas a culpa, dizem, é da crise hídrica, da crise energética, do dólar alto.
Sei que criei este blog para falar sobre finanças pessoais. As finanças públicas aqui não são o foco e sequer tenho experiência na área - embora, confesso, esteja sentindo uma atração por concursos públicos na área, para ver se posso contribuir com a sociedade de alguma forma. Ainda é uma ideia em "gestação"... O fato é que, como cidadã e também como jornalista, não consigo deixar de me sentir INDIGNADA, até mesmo AFRONTADA, por notícias como esta:
"Verba para partidos passou de R$ 289,5 milhões para R$ 867,5 milhões
O Diário Oficial da União desta quarta-feira, 22, publica a Lei 13.115, que traz o Orçamento Geral da União para o exercício financeiro de 2015, estimando em R$ 2,982 trilhões o montante de receitas, e despesas em igual valor. Sancionada pela presidente Dilma Rousseff na segunda-feira, a lei vetou dois pontos do texto aprovado pelo Congresso, mas preservou a verba destinada ao Fundo Partidário, que foi triplicada - de R$ 289,5 milhões para R$ 867,5 milhões - pelos parlamentares durante a tramitação.
Fonte: Agência Estado"
Nós, brasileiros, estamos sentindo a dor no bolso quando pagamos a conta de luz (que, por sinal, vai aumentar mais 11,19% a partir de 29 de abril), a conta de água, o Imposto de Renda. Temos que segurar o cartão de crédito, frear o consumo, gastar menos combustível, segurar as pontas para que as despesas caibam no nosso orçamento. Talvez então não precisemos tomar empréstimos e pagar juros absurdos aos bancos. Pais e mães de família fazem o melhor possível - às vezes, quase o impossível - para continuar provendo educação de qualidade e conforto aos filhos...
Enquanto isso, a chefe de Estado sanciona uma lei, aprovada pelo Congresso (atenção: eles também estão envolvidos, e muito!), triplicando uma verba destinada a partidos políticos, que poderiam muito bem se prover de outras fontes que não o dinheiro público. Eu chamo isso, no mínimo, de IRRESPONSABILIDADE. É fazer o contribuinte, que trabalha o equivalente a 5 meses do ano só pra pagar os impostos, de palhaço. Nós pleiteamos segurança, saúde, mobilidade urbana... E aparentemente os políticos apenas fingem que escutam e continuam fazendo o que querem, como querem, sem se importar com o que é correto.
Infelizmente, ninguém #VemPraRua por esses motivos.
Essa indignação é unânime, pelo menos pra quem observa mais criticamente e não é levado por um ”auê” que a cultura de facebook alimenta aos desprovidos de fundamentação. Deveríamos mesmo ir pra rua com uma pauta de cobrança e só sair de lá quando derem uma resposta e tomarem uma atitude convincente com o nosso dinheiro.
ResponderExcluirOs partidos além de receberem uma gorda fatia do governo, também recebem “doações” de empresários, mas com uma promessa de contrapartida.
Hoje, lutamos para manter o nosso padrão de vida, o que deveria ser para melhorá-lo.
Solidarizo-me a você nesta indignação!
Difícil melhorar o padrão de vida com a inflação comendo o poder de compra dos salários. Mais difícil ainda é quando vemos que o maior empregador é o próprio governo, em suas três esferas, e que este não apóia seus servidores quando há campanhas de reajuste, a exemplo do que está acontecendo agora com os professores de Pernambuco.
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